Foto: André Leão
O secretário estadual do Planejamento, Sérgio Miranda, disse nesta sexta-feira (22), que o Governo tem um plano inicial de recuperação dos danos causados pelas chuvas em todo o Estado. O anúncio do plano, acrescentou, será feito pelo governador Wellington Dias na próxima terça-feira (26), após receber, da Secretaria Estadual da Defesa Civil, relatório de danos em elaboração com base em informações passadas pelas prefeituras nos municípios.
Sérgio Miranda disse que as enchentes causaram prejuízos “generalizados” para a atividade econômica, mas acrescentou que, até este momento, é impossível mensurar os danos ou o que deixou de circular na economia. Ele também avalia que alguns setores localizados irão se recuperar logo, enquanto outros irão demorar, embora seja difícil dizer em quanto tempo.
Na agricultura, por exemplo, produtos se perderam ou se estragaram com as enchentes, mas os danos são localizados e de curta duração, uma vez que logo que as chuvas cessarem e as águas baixarem haverá compensação. “A natureza vai mais do que compensar o sofrimento que temos agora nessa área. Esperamos que a safra de 2009 seja excelente em todas as regiões, porque as chuvas foram bem distribuídas em todo o Estado”, disse.
Setor comercial
Os danos na atividade comercial são mais sérios, sobretudo nos municípios afetados, porque os prejuízos não serão compensados logo. “As pessoas tiveram perdas em suas posses, propriedades e em seus bens e isso afeta a renda. Elas deixam de comprar, passam por aperto, há insegurança. A própria locomoção dentro desses municípios fica mais difícil. A atividade comercial ficou seriamente prejudicada porque bairros e zonas comerciais ficaram debaixo d’água e esses prejuízos não se recuperam em breve ou curto tempo”, avalia.
Esses danos foram maiores em cidades do Norte do Estado, como Barras, Esperantina, Batalha e Miguel Alves. São cidades que sofrem mais e cuja renda praticamente deixou de circular, com um prejuízo enorme para a atividade comercial.
Outros prejuízos dizem respeito a equipamentos públicos de modo geral. Além das cidades que tiveram ruas e avenidas esburacadas e praças danificadas, há ainda danos para as estradas vicinais dos municípios, para as estradas estaduais e até para rodovias federais. “Os estragos são generalizados”, descreveu.
Prejuízos
Para o secretário, porém, ainda não é possível fazer estimativas nem dos danos materiais nem para a atividade econômica do Piauí. “É difícil fazer qualquer estimativa. Os danos para a economia são mais difíceis de mensurar neste momento, até porque a atividade econômica de todo o país sofreu uma desaceleração devido à crise financeira internacional”, considera.
A Secretaria Estadual da Defesa Civil está calculando as perdas em termos de casas destruídas e danos na infraestrutura pública. O levantamento está sendo feito com base em dados fornecidos por cada município e será concluído até o início da próxima semana.
O Governo do Estado vai apresentar um plano de recuperação dos estragos devido às cheias ao Governo Federal com base nesse levantamento, que está sendo concluído com base em informações passadas pelas prefeituras. “O governador Wellington Dias já tem um plano inicial e aguarda fechamento dos dados da Defesa Civil. O documento será enviado a Brasília e vai propor a recuperação dos estragos em todo o Estado do Piauí”, afirmou o secretário.
Fonte: Tom Lima
Palavras-chave: Sergio Miranda , Secretaria de Planejamento , clima , enchente
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