Acusada de maltratar e torturar a filha de nove anos, uma dona-de-casa de 25 anos passou a noite presa na Delegacia de Jacaraípe. Ela foi detida junto com o marido e um primo, que também foram acusados de participar das agressões. O caso aconteceu na noite de sexta-feira em Novo Horizonte, na Serra, Espirito Santo . Moradores tentaram linchar os acusados, mas foram impedidos pela Polícia. Arrombaram a porta e quebraram móveis da casa para libertar a criança.
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Segunda denúncia dos vizinhos, a criança era constantemente agredida e passava fome. Apesar de ter nove anos, ela pesa apenas 11Kg, segundo a própria mãe. Está sob custódia do Conselho Tutelar da Serra. Nesta sexta-feira, ela teria sido colocada de castigo por cinco horas debaixo de um chuveiro, o que motivou a revolta dos moradores. A criança tem três irmãos menores, mas segundo denúncia, só ela era maltratada. O pai da criança morreu vítima de dengue, segundo vizinhos.
Apesar do que foi denunciado, a dona-de-casa negou qualquer agressão contra a filha. Contudo, segundo depoimento prestado por vizinhos dela, a criança era constantemente espancada e torturada. Em uma das ocasiões, a cabeça de menina teria sido colocada dentro do vaso sanitário enquanto a descarga era puxada.
"É uma mentira isso tudo. Eu nunca agredi minha filha. Nunca bati nela, apenas dei palmadas como qualquer mãe faria. Eu estava comprando fraldas para meus outros filhos quando cheguei em casa e vi uma multidão querendo me bater. Quem estava na casa nessa hora era meu primo. Não sei o que ele fez, mas desde que ele veio morar comigo, a situação lá em casa virou um inferno", afirmou a mãe da menina.
O primo também negou as agressões e disse nunca ter visto nada de errado dentro de casa. Ele disse que os comentários de que a criança era agredida começaram a circular no bairro antes mesmo dele ter ido morar com a prima. Já o marido da dona-de-casa, padrasto da criança, alegou que as agressões nunca aconteceram.
Enquanto os detidos trocam acusações e alegam inocência, um laudo preliminar do Departamento Médico Legal (DML) confirma as torturas. A criança apresenta um quadro de fragilidade emocional, desnutrição, feridas em fase de cicatrização, inchaços nos pés e marcas de queimaduras nas mãos e nas pernas.
Fonte: Fabricio Marvila - Gazeta de Alagoas
Palavras-chave: violência criança , tortura , espancamento , Serra
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