Local Domingo, 21 de Março de 2010

Maranhão e Piauí sentem perdas no turismo

25/05/2009 - 09h10min

As enchentes têm afetado as atividades turísticas em alguns Estados do Nordeste. A Secretaria de Turismo do Maranhão está preocupada com o impacto que as chuvas terão nas visitas aos Lençóis Maranhenses. Isso porque as vias para chegar à cidade de Barreirinhas, que dá acesso aos Lençóis, ficaram deterioradas com as águas. Por um período, ficaram até interrompidas. Com receio, turistas estão cancelando suas reservas e mudando de destino. "Temos registrado algumas desistências", diz, sem dar números, a recepcionista Gilene Amorim, da pousada Porto Preguiças, em Barreirinhas (MA).

No Piauí, obras voltadas para o turismo sofreram atrasos, como a construção do aeroporto do Parnaíba, cujo término previsto para junho terá atraso de um mês, e a urbanização de São Raimundo Nonato, cidade que está sendo preparada para um congresso internacional de pinturas rupestres marcado para o fim de junho. As obras tiveram que ficar paradas cerca de dez dias.

O turismo foi bastante afetado no Estado, segundo José do Patrocínio, presidente da Piauí Turismo (Piemtur), autarquia estadual responsável pelo desenvolvimento do setor. "A redução foi brutal. Temos em torno de oito agências que trabalham com recepção de turistas em Parnaíba, e nos meses de abril e maio elas praticamente não tiveram faturamento", diz.

O Parque Nacional das Sete Cidades, região do Piauí com sítios arqueológicos, foi bastante atingido pelas chuvas. Suas estradas internas foram danificadas, ficando acessíveis apenas a veículos de tração nas quatro rodas. Segundo Patrocínio, as visitas caíram de uma média mensal de 2,5 mil pessoas para 250 visitantes. "Assim que as chuvas diminuírem, vamos realizar os trabalhos de recuperação", diz.

Outro atrativo turístico do Estado que tem sofrido com as enchentes são a extração de opalas - pedra semipreciosa - na cidade de Pedro II. "A economia do município foi muito afetada porque as minas ficaram inundadas", diz Patrocínio. O governo ainda está calculando o tamanho do impacto causado pelas cheias na economia da cidade, baseada na extração da pedra, sua lapidação e comércio.

Procuradas pela reportagem, as Secretarias de Turismo do Rio Grande do Norte, do Ceará e da Bahia informaram que ainda não sentiram um recuo na presença de turistas

Fonte: Valor Econômico


Palavras-chave: Turismo , São Raimundo Nonato , Parnaíba , Pedro II


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