A coordenação do Núcleo de Prática Jurídica do CEUT realizou a 12ª edição do Júri Simulado. A atividade acontece semestralmente e tem a tradição de levar a temas reais e polêmicos, fundamentais à prática dos estudantes do curso de Direito.
Durante o ano de 2008, alunos e professores tiveram que se ajustar às novas regras do Júri. Dentre as mudanças, as mais significativas foram o rito do julgamento, incluindo quantidade de horas, atuação dos jurados e questionamentos relacionados ao réu, antes feitos apenas pelo juiz. Com a mudança, acusação e defesa também podem questionar o réu, através do juiz.
O caso desta edição do Júri Simulado do CEUT é um fato verídico já julgado pelo Tribunal de Justiça do Estado. Trata-se de uma tentativa de homicídio praticada em uma boate no bairro Piçarreira, em Teresina. A vítima, de 24 anos, foi esfaqueada no estômago por dois homens.
Para a professora Christianne Matos, coordenadora do Núcleo de Prática Jurídica do CEUT, o júri simulado é fundamental para o desenvolvimento da prática. “É uma forma de aperfeiçoar a oratória, trabalhar a timidez e ver na prática como é um júri. São dimensões diferentes: conhecer a teoria e ter responsabilidade, como um profissional, de estudar o processo e apresentar argumentos”, explana.
Após quatro horas de julgamento, argumentações e depoimentos de acusados e testemunhas, o aluno do curso de Direito do CEUT, Dérik Wallbert, no papel de Juiz, apresentou sua sentença baseada no voto dos jurados: a de 20 anos de reclusão para os acusados. Para Dérik Walbert, o cargo exigiu muita responsabilidade, mas considerou sua participação gratificante. “Relembrei às aulas e pude entender os meandros da lei”, conclui.
Fonte: Liana Campelo / Ceut
Palavras-chave: CEUT , juri simulado
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