Nacional Quarta, 17 de Março de 2010

Onze pessoas continuam internadas após desabamento em baile funk

22/06/2009 - 12h23min

Onze pessoas feridas domingo (21) após parte do piso de um prédio ceder durante um baile funk, em Porto Alegre (RS) permanecem internadas nesta segunda-feira. No total, mais de 90 pessoas ficaram feridas.

A festa ocorria no segundo andar do Ginásio de Esportes Protásio Alves, no bairro Vila Jardim, e reuniu mais de mil participantes, segundo a prefeitura. Cerca de 40 metros quadrados do piso do espaço cederam por volta das 3h30.

O socorro aos feridos foi feito por pessoas que estavam no baile, Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e Corpo de Bombeiros. No HPS (Hospital de Pronto-Socorro), 74 pessoas foram atendidas --mais da metade adolescentes. Às 9h30 desta segunda, cinco permaneciam internadas e se recuperavam de cirurgias realizadas ontem. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, duas ainda estão em estado grave. Não há previsão de alta.

Outros 20 feridos foram levados ao hospital Cristo Redentor. Às 10h40, seis permaneciam internados na enfermaria com fraturas e escoriações, mas passavam bem, segundo o hospital. Três pessoas foram socorridas no Hospital São Lucas da PUC-RS, mas já foram liberadas.

Segundo a assessoria da prefeitura, o prefeito José Fogaça (PMDB) esteve ontem no local onde ocorreu o acidente e afirmou que a administração municipal está apurando a questão das licenças e alvarás para o funcionamento do local. "É imprescindível que o proprietário apresente todas as autorizações, licenças e alvarás que possui", disse.

O prédio foi interditado temporariamente pela Secretaria Municipal de Obras e Viação, e o proprietário foi notificado para que apresente laudo que ateste que o local possuía condições de receber um grande número de pessoas. O caso foi registrado na 14ª delegacia da cidade.

A Polícia Federal vai participar das investigações, já que no piso térreo do prédio funciona uma agência dos Correios. Durante o dia o ele é usado como ginásio esportivo.

Outro lado
A advogada Marilene Vencato, que representa Cristian dos Santos --responsável pelo evento--, afirmou que o ocorrido foi uma "fatalidade" e que seu cliente apenas locou o espaço para realização das festas, que acontecem três vezes por semana desde o início de junho.

"O problema é da estrutura do prédio, e não da organização do evento", disse a advogada. Ela disse que a capacidade do local é de 1.500 pessoas e que na festa não havia nem 400.

De acordo com a Secretaria Municipal da Indústria e Comércio, o prédio não possuía alvará para festas desde 1990, mas a secretaria nunca recebeu queixa sobre a realização de bailes no local.

Fonte: ANDRÉ MONTEIRO - Folha Online


Palavras-chave: desabamento , baile funk , Porto Alegre , internadas


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