O jogaço entre Cruzeiro e Grêmio , no Mineirão, primeira partida da semifinal da Taça Libertadores, virou assunto de polícia. O volante Elicarlos, da equipe mineira, acusou o atacante argentino Maxi López, do time gaúcho, de tê-lo chamado de "macaco". A suspeita de racismo foi parar na delegacia. O delegado Daniel Barcelos informou que por enquanto não há indiciamento, apenas investigação.
- Solicitamos a presença do jogador do Grêmio depois da denúncia do Elicarlos. Ele compareceu à delegacia, prestou sua versão sobre os fatos, e ambos foram liberados. O jogador alega que foi uma discussão normal e disse que não tinha condições de se expressar de forma tão veemente no idioma português. O cruzeirense atestou que foi chamado de macaco e manteve o que já havia dito quando foi substituído no segundo tempo da partida - disse o delegado.
Como foi a confusão
Logo depois do apito final do árbitro chileno Jorge Osorio, Elicarlos foi aos microfones dizer que havia sido chamado de "macaco" pelo centroavante argentino do Grêmio. Foi o suficiente para que uma grande confusão fosse instaurada no Estádio do Mineirão.
O ônibus que levaria a delegação do Grêmio até o hotel em Belo Horizonte foi impedido de deixar o estádio. Um tumulto generalizado ocorreu na porta do veículo. Parado no pátio do estádio, o ônibus gremista não demorou a ser alvo de pedras da torcida cruzeirense que deixava o Mineirão. A porta foi fechada, mas um policial entrou no veículo e ficou esperando pela chegada da delegada para tomar o depoimento do argentino.
Depois de mais de uma hora de muito bate-boca entre policiais e dirigentes, Maxi López desceu do ônibus e foi para a delegacia depor. Junto com ele, em sinal de solidariedade, seguiram todos os jogadores do Grêmio e o técnico Paulo Autuori. Lá já esperava a suposta vítima Elicarlos.
Fonte: O Globo
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