Política Sábado, 20 de Março de 2010

Dilma anuncia fim de tratamento de quimioterapia

25/06/2009 - 21h31min

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, anunciou, nesta quinta-feira (25), em São Paulo, que encerrou o tratamento de quimioterapia para combater um câncer linfático. O anúncio foi feito na tarde desta quinta, no Hospital Sírio Libanês.

"O que eu posso dizer é que é a minha última sessão de quimioterapia e eu só posso comemorar”, disse a ministra, que deixou o hospital às 17h, após a última sessão. "É mais um percurso e um desafio superados."

 "Eu saio extremamente satisfeita e feliz [...] A última sessão de quimioterapia abre, daqui pra frente, uma perspectiva muito boa porque eu deixo de ter as limitações que obviamente toda a quimioterapia traz para as pessoas", afirmou.

 Questionada se pretente retomar o ritmo de viagens pelo país agora, sem as limitações do tratamento, a ministra, que é pré-candidata do presidente Lula à sucessão, disse apenas: "Tudo".

 Médicos

Dilma anunciou o fim do tratamento ao lado dos médicos Paulo Hoff, oncologista, e de Yana Novis, oncologista e hematologista. De acordo com eles, a ministra deverá se submeter, em um mês, a cinco sessões de radioterapia por semana no Hospital Sírio Libanês, em uma média de 20 sessões.

"Nós achamos que ela está curada agora. Vocês sabem que qualquer paciente que se submete a um tratamento oncológico [de câncer] precisa ser acompanhado. Mas falamos desde o início que foi um tumor detectado em estágio muito precoce e ela tem como estar curada neste momento", disse Paulo Hoff. "Neste momento, ela está sem evidências de doença."

 Segundo Hoff, o protocolo que fala em até cinco anos para afirmar que um paciente de câncer está curado se aplica mais aos casos de tumores sólidos. No caso da ministra, o tumor é hematológico. "É natural que ela seja acompanhada por muitos anos, como qualquer paciente."

 Viagens
De acordo com a oncologista Yana Novis, não houve mudança no tratamento e a radioterapia já estava prevista. Segundo a médica, a ministra teve uma reação "extremamente favorável" ao tratamento e em "um mês ou um mês e meio" após as sessão de radioterapia estará apta a retomar todas as suas atividades normalmente.

Paulo Hoff acrescentou que a ministra vai poder viajar normalmente nos intervalos das sessões de radioterapia, cujas sessões têm "baixíssima incidência de efeitos colaterais".

 Segundo o médico, a radioterapia consiste na aplicação de uma radiação ionizante que estereliza a área onde previamente havia o linfoma. "Nós achamos que isso já foi esterelizado com a quimioterapia. A radioterapia é uma segurança adicional."

Fonte: G1


Palavras-chave: dilma rousseff , câncer , quimioterapia


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