Educação Sexta, 19 de Março de 2010

Piauienses fazem provas por bolsas do governo japonês

27/06/2009 - 12h54min

Nos dias 6, 7 e 8 de julho, 10 piauienses candidatos a cursos de graduação em universidades japonesas vão fazer as provas no Consulado Geral do Japão, em Belém (PA). Encaminhados pela Assessoria de Cooperação Internacional da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan-PI), os estudantes, caso sejam aprovados no concurso, que é disputado também por pessoas do Amapá, Pará e Maranhão, passarão a ser bolsistas convidados do governo japonês durante cinco anos.

Em termos de utilização do Programa Japonês de Bolsa de Estudos, o Piauí se destaca no cenário nacional. O Estado detém o primeiro lugar no Brasil quanto ao número de bolsistas aprovados para estudar no Japão, proporcionalmente à população estadual. De 1989, quando a Seplan-PI iniciou este trabalho, até hoje, já foram enviadas 122 pessoas para cursos de graduação, pós-graduação e de curta duração no país asiático.

Essa é um conquista que precisa ser ressaltada pelo fato desses piauienses terem disputado as vagas com estudantes de todo o Brasil e de mais de 180 países e região. Além do mais, segundo o assessor de Cooperação Internacional da Seplan-PI, Seiji Nakayama, o Piauí é o único Estado do Brasil que tem uma assessoria voltada para a preparação de toda a documentação dos candidatos a bolsas, exigida pelo governo do Japão. Nos outros Estados, este trabalho é feito pelo próprio candidato.

Este ano, o Piauí recomendou três estudantes ao consulado do Japão em Belém para curso de pós-graduação em universidades japonesas e conseguiu aprovar dois no concurso que teve 8 concorrentes. “Foi uma conquista e tanto já que o Piauí conseguiu aprovar mais de 50% dos candidatos recomendados a bolsas”, frisa Seiji Nakayama.

Os benefícios oferecidos pelo governo japonês aos bolsistas de curso de graduação, por exemplo, são vantajosos. O aluno aprovado para esta modalidade recebe uma passagem de ida e volta, tem gratuidade de estudo e pesquisa na universidade, alojamento especial com 4 refeições, roupa lavada e limpeza do ambiente, seguro de acidente e de saúde, e o pagamento mensal em dinheiro no valor de US$ 1.520,00. E mais, a bolsa de estudo não é casada com a prestação de serviços ao término do curso.

Segundo Seiji Nakayama, as aulas no Japão são todas em língua inglesa. Por isso, o candidato, além de enfrentar a disputa das vagas, precisa saber falar e escrever em inglês. “Na sala de aula, o bolsista terá de dominar o inglês. Por esta razão, o inglês é um dos requisitos para os cursos de graduação, pós-graduação e de curta duração”, explicou Seiji.

Ele acrescentou que a assessoria de Cooperação Internacional da Seplan-PI tem condições de enviar bolsistas do Piauí para outros países, mas os candidatos, de cara, preferem ir para o Japão já que os benefícios do governo japonês são infinitamente mais vantajosos. De acordo com Seiji, os cursos de curta duração têm ainda mais vantagens. Além de passagem grátis de ida e vinda, o estudante tem gratuidade de alojamento, refeições, deslocamento para treinamento e seguro saúde e de acidente. “O Piauí não gasta nada para enviar as pessoas para o Japão e só tem a ganhar porque as pessoas voltarão com amplos conhecimentos nas diversas áreas, ajudando o Estado se desenvolver”, observou. 

Fonte: Djalma Batista


Palavras-chave: Seplan , bolsistas , japão


Comentários (0)

Nenhum comentário

Comentar


feed
Desenvolva seu site - Mundi Brasil