Independentemente de você ser um assalariado, empresário ou autônomo, não há como fugir da contribuição para o INSS. Em qualquer dessas situações, você tem de contribuir para a previdência.
Resta saber somente qual será o valor da sua aposentadoria pelo INSS. Esse é um cálculo bastante complicado, pois existe o fator previdenciário que é o que define quanto você irá receber depois do tempo de recolhimento e dos valores que foram arrecadados durante esse período. Em resumo, é um fator alheio à sua vontade, por isso, não vamos nos estender sobre o assunto INSS.
Outra possibilidade de programação da sua aposentadoria são os planos de previdência privada, os chamados PGBL e VGBL. O primeiro é indicado a quem declara imposto de renda pela tabela completa e o segundo para quem declara pela simplificada.
Nos dois casos você aplica um valor por mês e no fim de um determinado período você saca seu dinheiro. O fato é que você irá pagar uma taxa de administração para a empresa administradora, além da baixa rentabilidade frente a outras opções de investimento, taxas que nem são mencionadas na hora da contratação do plano e riscos de quebra futura, que normalmente não são considerados na hora da adesão.
Antes que você fique frustrado com a leitura deste artigo, tenho uma boa notícia: você mesmo pode programar a sua aposentadoria.
Basta que seja disciplinado. Faça depósitos mensais de um determinado valor, durante um determinado período de tempo e não use essa reserva para nada que não seja a sua aposentadoria. Assim, durante o prazo que você estipulou para realizar depósitos, você só irá depositar. Após o último depósito da sua programação, você só irá sacar. Mas preste muita atenção. Os saques não poderão ser maiores que a rentabilidade mensal da sua aplicação. Isto garantirá que o seu valor principal se mantenha intocado, garantindo assim a sua renda.
Os leitores mais atentos deverão ter se perguntado: Então eu nunca poderei gastar o montante principal?
A resposta é: NUNCA. Pois, cada vez que você avançar no principal, ele diminuirá, diminuindo assim a sua renda.
Para se chegar aos prazos e valores a serem aplicados, é necessário um conhecimento de matemática financeira que nem todos os leitores terão. Assim, deixei disponível em meu site uma tabela em excel (www.cbsconsultoriafinanceira/artigos), com o nome de "Independencia financeira" na qual você mesmo digitará o valor das suas parcelas mensais de poupança e por qual período você pretende realizar esses depósitos. Por exemplo: você pode realizar depósitos de R$ 50,00 durante 35 anos. Então, ao longo dos 420 meses, você só fará depósitos. Após o depósito da última parcela, considerando uma taxa hipotética de 1% ao mês, você terá um montante de R$ 324.763,45, que corrigidos pelo mesmo 1% ao mês, lhe dará uma renda de R$ 3.246, 63.
Lembre-se de que não há recompensa sem sacrifícios. Nunca deixe de fazer um depósito sequer. Quando chegar a idade de aposentar-se, você irá agradecer a sua assiduidade nos depósitos, pois não será mais um aposentado dependente das migalhas que o governo atira para os contribuintes.
Ao começar as suas aplicações, informe-se sobre quais são as alternativas com melhor rentabilidade mensal.
Seja disciplinado e boa sorte!
Palavras-chave: aposentadoria , inss
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