Nacional Sexta, 12 de Março de 2010

Reporter de jornal publica crítica de cinema copiada de site Omelete

01/07/2009 - 06h22min

Reprodução: Comunique-se

A repórter Cecília Santos, do jornal O Estado, de Palmas (TO), simplesmente “copiou e colou” uma crítica sobre o filme Transformers 2, escrita por Marcelo Hessel, no site Omelete. O artigo, que foi ao ar originalmente no dia 19/06, foi literalmente copiado e publicado pelo diário tocantinense no dia 25/06.

A única contribuição ao texto feita por Cecília foi a última frase, provavelmente para ocupar todo o espaço disponível para a matéria. O resto está publicado na íntegra, sem tirar nem pôr. Além da cópia, a repórter ainda assina o texto.

Reprodução não foi autorizada pelo autor

Marcelo Hessel diz que não deu, em nenhum momento, autorização para que o texto fosse reproduzido e que está avaliando a possibilidade de ingressar com uma ação contra o veículo e a jornalista. Afirma ainda que, pelo site do jornal tocantinense é possível ver que outros textos foram plagiados.

"Nas edições digitais você vê que houve mais plágios. Desde maio o Omelete foi plagiado umas quatro ou cinco vezes", afirma Hessel.

"Eu não quis levar o crédito", diz a repórter
Em sua defesa, Cecília explica que houve um erro na diagramação, que não colocou os créditos para o Omelete.

"Eu não quis levar o crédito por uma crítica que eu não escrevi", diz a jornalista.

Jornal fará retratação
Constrangido com a situação, o editor de O Estado, Antônio Téo, informa que irá publicar uma retratação na capa do caderno de Cultura da próxima quinta-feira (02/07) e pede desculpas aos leitores do jornal e para Hessel, autor da matéria.

“É uma situação chata. Eu nunca vi isso acontecer aqui no jornal. É um plágio, um roubo intelectual. Eu peço desculpas aos leitores e ao jornalista que escreveu a matéria. Não tenho o que falar. A gente não se sentiria cômodo de ter alguém copiando o nosso material”, diz.

Erro por inexperiência

Téo lamenta o acontecido e acredita que Cecília pode ter errado pela inexperiência. Ela se formou em Jornalismo recentemente. De acordo com o editor, a jornalista “tem um bom texto e é muito criativa”.

“Ela é muito nova, mas não pode fazer coisa errada. Agora tem que reconhecer o erro e tentar não errar mais. Espero que isso não reflita na carreira dela”, afirma.

Segundo o editor, numa situação como essa, perdem todos. O jornalista que escreveu o artigo, que tem o seu material roubado; a jornalista que copiou, que coloca uma mancha em sua carreira; e o jornal, que tem a credibilidade posta em xeque.

“Isso é muito ruim porque o jornal vive de credibilidade. Mas não só a credibilidade do jornal é posta em xeque, como a de todos os textos que ela já escreveu”, conclui Téo.

Fonte: Comunique-se


Palavras-chave: plágio , copiou e colou , O Estado , de Palmas , Jornalismo , omelete


Comentários (2)

02/07/2009 - 01h19min

Então...

Antes de tudo quero deixar bem claro que a Cecília Santos existe sim...Bem, moro na mesma cidade que ela e por ventura tive a sorte de conhecê-la em uma coletiva sobre o PMW...E para essas pessoas que estão queimando e queimando essa jornalista, fica o recado: vocês como formadores de opiniões (amigos jornalistas) deveriam checar os dois lados da história. Por acaso, em algum momento alguém pensou que não foi ela que escreveu todas essas matérias plagiadas?E para quem não sabe, aqui no Tocantins funciona sim o coronelismo... A lei dessa terra é a chibata...Então é muito fácil somente julgar, não é?Pelo que conheço da Cecília Santos, ela tem um potencial enorme, sempre foi uma aluna exemplar na faculdade e também sempre colocou o trabalho em primeira instância em sua vida...Agora meus caros amigos ?cozinheiros?, fica ai o recado: sejam bons para vocês mesmo e pare de julgar as pessoas sem conhecer o real motivo de qualquer coisa...E por fim declaro, ela é inocente...Pronto, serviu para quem quis entender o recado.

Tatiana Deluca Carvalho, Palmas-TO

02/07/2009 - 15h50min

Então!

A pessoa tem seu trabalho copiado e tem que escutar o outro lado? Outra, desde quando chibata e coronelismo pregaram o amor ao plágio?

Lindomar Assumpção, Paramazonia-TO

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