Cultura Quinta, 04 de Dezembro de 2008

Dercy Gonçalves comemora 100 anos em sua cidade natal

23/06/2007 - 18h12min

Foto: Fábio Motta

A pequena Santa Maria Madalena, cidade fluminense de 10 mil habitantes, fez grande festa neste sábado, 23, para festejar o centenário de sua célebre filha, a atriz Dercy Gonçalves. Dercy comeu bolo, levantou as pernas, fazendo graça para os fotógrafos, falou palavrão e saudou o povo, que parou para acompanhar tudo de pertinho, na praça central.

"Eu não esperava isso tudo. Nem o papa teve tanta homenagem. Isso é inédito aqui em Madalena. Eu nasci aqui, fui criada aqui e fugi daqui, mas minha alma ficou", disse a comediante, felicíssima, acompanhada da filha única, Dercimar, de 72 anos.

Na praça, será construído o Centro Cultural Dercy Gonçalves, cuja pedra fundamental foi inaugurada neste sábado pela homenageada. Ela também deixou a marca de suas mãos na calçada da fama da cidade. E ainda plantou uma muda de pau-brasil - abaixou-se até o chão e levantou-se rapidamente, mostrando desenvoltura de menina.

Na hora de cortar o bolo, não fez qualquer pedido. "Não fiz porque felicidade é não ter doença. Eu não tenho. Não tem isso de `não pode comer isso, não pode comer aquilo´. Eu como de tudo, como até pedra!"

A festa, que começou há uma semana e acaba só no domingo, foi tumultuada. Todo mundo queria chegar perto de Dercy (vestida de brilho da cabeça aos pés e com um enorme anel de ouro com brilhantes no dedo, presente de Silvio Santos).

As fotos, abraços e beijos foram incontáveis. "Cuidado, gente, a Dercy tem 100 anos, é forte, mas não é de ferro!", gritava o locutor ao microfone, para tentar conter os mais afoitos, que furaram o cerco dos seguranças.

Cerca de 350 pessoas se reuniram para celebrar a atriz - que, na verdade, comemorou 102 anos, apesar de a certidão de nascimento apontar 100 (o pai a registrou com atraso). Estavam lá madalenenses orgulhosos, gente vinda de municípios vizinhos e também da capital.

A maioria, idosos, mas havia também jovens e crianças. "Eu me divirto com o que ela fala", disse a menina Poliana Martins da Silva, de 10 anos, que veio com a avó, dona Helena, de 64, na caravana que saiu do município de Carmo. "Acompanho o trabalho dela há muito tempo. Não me importo que ela fale palavrão. Hoje em dia, todo mundo fala", divertia-se a avó.

Fonte: Roberta Pennafort, do Estadão



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