Policial Quinta, 17 de Abril de 2014

Preso terceiro jovem suspeito de participar da morte de Louise Sayuri Maeda


24/06/2011 - 00h01min

Polícia Civil prendeu na manhã desta quinta-feira (23) o terceiro suspeito de participar da morte da universitária Louise Sayuri Maeda, 22, desaparecida e morta no último dia 31 de maio depois de sair do trabalho em Curitiba (PR). Elvis de Souza, 20, se entregou por volta das 11h na Delegacia de Vigilância e Capturas, acompanhado de seu advogado e da família.

Ele foi ouvido pelo delegado Marcelo Lemos de Oliveira, que cumpriu o mandado de prisão, emitido no sábado passado, quando foram detidas Fabiana Perpétua de Oliveira, 20, e Márcia do Nascimento, 21, colegas de trabalho da vítima e também suspeitas pelo crime. Os três têm prisão preventiva de 30 dias, para que seja concluído o inquérito.

O depoimento durou cerca de duas horas. “Conseguimos alguns detalhes importantes sobre o crime. Estamos próximos de elucidar a motivação. Mas temos certeza quanto aos autores. São os três e só precisamos estabelecer a responsabilidade de cada um deles no crime”, disse Oliveira.

O delegado descartou a hipótese de desvio de dinheiro da iogurteria, na qual a vítima trabalhava como supervisora, como motivação do crime depois de ouvir diretores da empresa em que Louise trabalhava e, até dia 31 de maio, data do crime, não foi constatada nenhuma irregularidade financeira.

Saiba mais sobre o crime
Oliveira informou que até a próxima segunda-feira vai revelar novos fatos e que também será feita uma reconstituição do crime. “Não podemos divulgar o depoimento até concluirmos a investigação. Existem detalhes que precisam ser apurados, como local exato do crime e destino da arma usada”, afirmou o delegado. “Na segunda-feira teremos mais elementos sobre as investigações. Com o depoimento, estamos mais próximos do fim do caso.”

Elvis foi transferido para o Centro de Triagem 2, em Piraquara, região metropolitana de Curitiba. As duas acusadas, Fabiana e Márcia, continuam presas no Centro de Triagem 1, em Curitiba.

O advogado Marcos Antônio Germano, que defende Elvis, disse, ao sair da delegacia, que o seu cliente não é culpado pelo crime. “Ele é inocente e vamos provar”, afirmou.

Velório e cremação
O corpo da estudante foi velado durante toda a manhã desta quinta-feira (23) na Capela Vaticano, em Curitiba, e depois foi encaminhado para cremação, em Campina Grande do Sul, na região metropolitana. Centenas de pessoas entre familiares, amigos e desconhecidos passaram pelo local.

A família preferiu a discrição e não conversou com a imprensa, mesmo depois das informações de que o acusado pelo assassinato tinha se entregado à polícia.

Os pais da universitária ficaram na porta da capela e cumprimentaram todos que foram se despedir de Louise. Na capela, o caixão fechado com o corpo tinha uma foto da jovem e muitas flores.

O clima era de consternação. “Nós estamos chocados. É um crime hediondo e queremos justiça”, disse Jorge Yamawaki, amigo da família.

O presidente do Coritiba, Jair Cirino, esteve no velório para se solidarizar com o pai de Louise, Satiro Maeda, que trabalha no clube. “Não temos palavras para demonstrarmos nossa indignação e só podemos dar todo o apoio necessário à família”, disse. Ao final da cerimônia, diversos balões brancos e vermelhos foram soltos em homenagem a Louise.

Como foi o crime, segundo a polícia
A jovem saiu do trabalho, no dia 31 de maio, junto com as duas colegas que são suspeitas do crime. Segundo o delegado, as contradições nos depoimentos de Fabiana levaram a polícia a desconfiar das versões apresentadas. Foi encontrado ainda, com Márcia, a outra acusada, uma quantia de R$ 2,4 mil, o que seria incompatível com a sua renda.

“A Fabiana disse que se despediu da Louise e que foi pegar o ônibus para ir para casa. Mas nas imagens de vigilância, que conseguimos de um estacionamento, ela não apareceu. Foi a primeira mentira. Depois nós descobrimos, pelo cartão de usuário do transporte coletivo, que ela não tinha pegado ônibus naquela noite. Foi a segunda mentira”, disse o delegado ao UOL Notícias.

Segundo ele, os suspeitos e a vítima foram embora no carro de Elvis em direção ao bairro Tatuquara, onde Fabiana mora. “No caminho, a Márcia simulou estar passando mal e eles desceram do carro. E a Fabiana confessou que a Márcia a mandou colocar as mãos nos ouvidos e aumentar o som, e se afastou com Elvis e Louise”, afirma o delegado.

Na volta, contou Oliveira, Márcia disse para Fabiana, ao ser questionada sobre onde estava a colega, que ela ‘ficou no mato’. O delegado afirmou ainda que Fabiana confirmou no depoimento que ouviu os disparos feitos naquela hora, mas que não fez nada a respeito.

O corpo de Louise foi encontrado na sexta-feira (17), no bairro Campo de Santana, já em decomposição perto de um rio. Exames no Instituto Médico-Legal comprovaram que Louise foi morta com dois tiros na cabeça. O corpo foi liberado para a família na manhã de terça-feira (21).

Nos depoimentos, tanto Márcia como Fabiana, confessaram ser usuárias de cocaína. “Mas isso não significa que o crime tenha o tráfico como motivação”, explicou o delegado.

Fonte: Carlos Kaspchak Especial para o UOL Notícias


Palavras-chave: Louise Sayuri Maeda


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