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Publicado em 11/12/2006 às 09h50

Pinochet terá um funeral de segundo escalão

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Pinochet terá um funeral de segundo escalão
Pinochet passou os últimos dias em estado extremamente grave, desde que foi vítima de um infarto do miocárdio e um edema pulmonar agudo. Após receber a unção dos enfermos, seu estado de saúde melhorou repentinamente na última quarta-feira -o que gerou suspeitas sobre sua real condição.

Os críticos do ex-ditador levantaram suspeitas de que tudo fosse uma armação para evitar a ação dos tribunais, que têm processado Pinochet em várias causas por violações dos direitos humanos e crimes econômicos.

Uma hora após sua morte, milhares de chilenos foram para as ruas se manifestar.

Em frente ao hospital militar, havia algumas mulheres chorando aos gritos de "bandeira a meio pau", um pedido informal para que o governo do Chile conceda ao ex-ditador honras de Estado em seu funeral. Para essas pessoas, Pinochet salvou o país da ameaça comunista.

Mas a maioria dos chilenos que foram às ruas comemorou o anúncio da morte do ex-ditador. Cantavam, dançavam e jogavam confetes uns nos outros na alameda Bernardo O`Higgins, a principal avenida de Santiago. São essas pessoas que se opõem ao funeral com honras de Estado.

No final da tarde, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, reuniu-se com seus principais ministros e decidiu que Pinochet terá um funeral como ex-comandante-em-chefe do Exército.

Essa é uma questão que vem dividindo o país nos últimos dias. E Bachelet, uma das vítimas da ditadura de Pinochet, tem papel fundamental nessa decisão.

Há pouco mais de um ano, ela havia dito que "violentaria os chilenos, e não só a mim, render honras a uma pessoa envolvida em processos de violações aos direitos humanos e sobre dinheiro público". Já na semana passada ela preferiu não comentar o assunto. Disse que seria de mau gosto falar sobre o funeral de alguém que ainda estava vivo.

Neste domingo, horas após a confirmação da morte do ex-ditador, um dos ministro de Bachelet anunciou em entrevista coletiva a decisão sobre as honras devidas a Pinochet. Questionado pelos jornalistas, ele não explicou os motivos que levaram a presidente a optar pelas honras militares, e não às de Estado.
Fonte: G1

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