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Publicado em 12/09/2007 às 07h01

Unicamp cria remédio para menopausa a base de soja

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Depois de quatro anos de pesquisa, a Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade de Campinas (Unicamp) conseguiu desenvolver um medicamento à base de soja, com tecnologia 100% brasileira, que tem como objetivo combater os sintomas da menopausa. O remédio fitoterápico, já à venda nas farmácias, leva vantagem sobre os outros que têm soja na composição porque é o único com isoflavona aglicona, totalmente absorvida pelo organismo.

A isoflavona é uma substância semelhante aos hormônios estrogênicos, que precisam ser repostos no climatério. O problema é que, até agora, só se encontrava no mercado a isoflavona na forma combinada com açúcares glicosilados. Segundo o pesquisador Yong Kun Park, o organismo absorve muito pouco a substância nessa forma, o que torna o tratamento praticamente inócuo. Park conseguiu transformar, em laboratório, a isoflavona glicolisada em aglicona, que é totalmente metabolizada pelo organismo. Com isso, de acordo com o bioquímico, o tratamento tem resposta mais rápida e eficaz.

Para que o produto chegasse às prateleiras, a Agência de Inovação Inova Unicamp firmou parceria com a Steviafarma, indústria farmacêutica de médio porte. ?É nosso primeiro medicamento desenvolvido por uma universidade. Estamos muito contentes com o produto, que teve uma grande aceitação por parte dos distribuidores?, afirma Helena Meneguetti, diretora de pesquisa e desenvolvimento da Steviafarma. Enquanto a Unicamp foi responsável pela pesquisa e pela patente, a indústria entrou com o licenciamento da tecnologia, a produção da isoflavona aglicona e com o produto final. Meneguetti não divulgou os valores investidos no projeto.

De acordo com a diretora, o medicamento, registrado como fitoterápico na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), vai atender principalmente às mulheres que sofrem os efeitos da menopausa, como calor, irritabilidade, insônia, ressecamento das mucosas e queda de libido, mas temem a reposição hormonal sintética. ?Não há nenhum efeito colateral que os hormônios sintéticos oferecem?, garante. Mesmo assim, o remédio só poderá ser vendido sob prescrição médica.

Nos últimos três anos, a Unicamp firmou mais de 250 contratos de serviços e de repasse tecnológico com empresas. Até maio deste ano, entrou com 475 pedidos de patente, além de 66 marcas e 71 softwares. Com isso, é a universidade brasileira que detém o maior número de patentes no país. 
Fonte: Paloma Oliveto / Correio Braziliense

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