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Publicado em 16/02/2011 às 15h51

Teresina apresenta alta taxa de cura de hanseníase

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A taxa de cura de hanseníase em Teresina chegou a 81,06% em relação aos pacientes diagnosticados em 2008 e 2009, percentual que pode se ampliar no fechamento do banco de dados do Ministério da Saúde que vai ocorrer em 31 de março deste ano. O resultado parcial consta de relatório divulgado nesta quarta-feira, 16, pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), da Prefeitura de Teresina.

De acordo com o Programa Municipal de Controle da Hanseníase, o relatório lista os pacientes paucibacilares (tratamento de seis meses) que entraram no sistema entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2009 e os multibacilares (tratamento de 12 meses) do mesmo período referente a 2008. De um total de 617 portadores da doença, 496 foram curados, número que deve aumentar no fechamento dos dados.

O percentual, segundo o enfermeiro Francisco Formiga, da assessoria técnica da Coordenação de Hanseníase da FMS, está de acordo com os parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde. “O resultado positivo é fruto da regularidade no tratamento, maior empenho das equipes do programa e da Estratégia Saúde da Família (ESF) e conscientização da comunidade sobre a importância do diagnóstico precoce e de que a doença é 100% curável”, explica.

Para este ano, a FMS planeja uma série de ações para intensificar o combate à doença, como oficinas com gestores da Atenção Básica e Regionais de Saúde, além de seminário com as equipes saúde da família.

De acordo com o Ministério da Saúde a hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa, causada por um bacilo denominado Mycobacterium leprae, mas que tem cura. Não é hereditária e sua evolução depende de características do sistema imunológico da pessoa que foi infectada.

Os principais sintomas são: sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades; manchas brancas ou avermelhadas, geralmente com perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e tato; áreas da pele aparentemente normais que têm alteração da sensibilidade e da secreção de suor; caroços e placas em qualquer local do corpo; e diminuição da força muscular (dificuldade para segurar objetos).

Os pacientes sem tratamento eliminam os bacilos através do aparelho respiratório superior (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro). Já o paciente em tratamento regular ou que já recebeu alta não transmite a doença. O tratamento é feito nas unidades de saúde e é gratuito. A cura é mais fácil e rápida quanto mais precoce for o diagnóstico.

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