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Publicado em 17/03/2009 às 15h37

Artesanato do Piauí é considerado um dos melhores do país

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Os artesãos do Piauí têm muito o que comemorar no dia 19 de Março, data dedicada à atividade. É que nos últimos anos, o setor artesanal do Estado vem conquistando o reconhecimento do mercado. Um exemplo disso é que o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Sebrae, contemplou nove unidades de produção artesanal do Piauí no Prêmio Sebrae Top 100 de Artesanato, garantindo ao Estado o primeiro lugar no ranking da seleção.

O Top 100 foi uma iniciativa pioneira do Sebrae Nacional, com a idéia de dar maior visibilidade à atividade de milhares de artesãos brasileiros que geram trabalho e renda no país. Ao todo, mais de nove milhões de brasileiros vivem do artesanato, que é um importante segmento da economia brasileira.

Nesta segunda edição do Top 100 foram contempladas as seguintes unidades produtivas do Estado: Associação das Bordadeiras da Central de Compras de Teresina, ACCBT Bordados; Associação Artesãos de Pedro II, AAP; Ateliê de Prata, em Pedro II; Associação das Rendeiras dos Morros da Mariana, de Ilha Grande; Cerâmica Artesanal Serra da Capivara Ltda, de São Raimundo Nonato; Cooperativa de Artesanato do Poti Velho, Cooperart, de Teresina; Cooperativa dos Garimpeiros de Pedro II; Opalas de Pedro II; e Trapos e Fiapos, de Teresina.

“É louvável vermos que o artesanato piauiense a cada dia se destaca nos cenários regional e nacional. Nosso artesanato é organizado, possui qualidade e revela toda a cultura popular do Piauí. Estar no Top 100 é motivo de orgulho e de que precisamos trabalhar mais e melhor para o desenvolvimento desse segmento, que gera trabalho e incremento de renda”, declara o presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae no Piauí, Ulysses Gonçalves Nunes de Moraes.

Grau de inovação dos produtos, adequação econômica dos produtos, adequação ergonômica dos postos de trabalho, adequação ambiental, eficiência produtiva, adequação cultural, adequação logística, qualidade percebida, práticas comerciais, responsabilidade social. Esses foram os onze critérios utilizados para escolher as cem melhores unidades produtivas de artesanato do país. Todo o processo de seleção durou seis meses.

“Estar no Top 100 e ser o primeiro da lista mostra que estamos no caminho certo quando o assunto é artesanato de qualidade, criativo e que atende todas as exigências de um mercado competitivo. Além do mais, aumenta a nossa responsabilidade em trabalharmos ainda mais para tornar essa cadeia mais produtiva em termos de geração de trabalho, acesso a novos mercados e aumento de renda”, afirma o diretor superintendente do Sebrae no Piauí, Delano Rodrigues Rocha.

A atividade artesanal no Piauí possui diversas tipologias a exemplo dos bordados, cestaria e trançados, jóias artesanais, tecelagem,cerâmicas. O ofício que é passado de pai para filho, conta atualmente com a participação de cerca de trinta mil pessoas de várias regiões do Estado. De acordo com dados do Sebrae no Piauí, a renda média dos artesãos varia entre dois a três salários mínimos/mês.

“O artesanato do Piauí, apoiado pelo Sebrae, conquista mais um grande reconhecimento nacional. É o Estado com o maior número de unidades premiadas na segunda edição do Prêmio TOP 100 de Artesanato. Mas, esse resultado de alguma maneira já era aguardado tendo em vista os contínuos esforços para melhorar a qualidade e o design do artesanato piauiense. Serão nove os premiados oriundos do Piauí, embora mereçam os parabéns todos os artesãos. E o melhor é que os premiados, e por conseqüência os demais artesãos piauienses, passarão a ter mais divulgação em todo o Brasil. Com isso as perspectivas de mercado se ampliarão ainda mais”, destaca o diretor técnico do Sebrae Nacional, Luiz Carlos Barboza.

Os artesãos piauienses concorreram com mais de mil unidades de produção artesanal de todo o país. No Piauí, os inscritos receberam a visita de dois consultores do prêmio que verificaram produtos e as condições de trabalho dessas unidades artesanais.

“A vitória não é somente das instituições que fomentam o desenvolvimento do setor, mas especialmente de todos os artesãos que fazem um produto criativo, de qualidade, que conseguem mudar sua realidade através de seu talento, de seu trabalho”, afirma o gerente da Unidade de Atendimento Coletivo Comércio e Serviços do Sebrae no Piauí, Gilson Vasconcelos.

A solenidade de premiação será realizada pelo Sebrae Nacional no Rio de Janeiro,ainda no primeiro semestre deste ano. Os cem melhores do país terão o direito de uso do selo 'Prêmio Sebrae Top 100 de Artesanato - 2ª edição, como também um certificado de participação. O prêmio ainda contempla a divulgação de três produtos nos sites do Sebrae Nacional e do Sebrae nos Estados, no CD promocional e no catálogo a ser publicado com os vencedores.

“O Piauí ficou em primeiro lugar em quantidade de empreendimentos. Isso revela a organização e estruturação do setor, ou seja, temos a capacidade de nos colocarmos num mercado extremamente competitivo”, garante a gestora do Projeto de Artesanato do Sebrae no Piauí, Rosa de Viterbo Cunha.

Rodadas de negócios entre compradores e fornecedores estão previstas logo após a solenidade de premiação. A idéia é estimular a realização de parcerias comerciais entre eles os artesãos e seus fornecedores.

Para a presidente da Associação das Rendeiras dos Morros da Mariana, de Ilha Grande, Maria do Socorro Galeno, estar entre os cem melhores do país já é uma vitória. “Nós passamos por uma seleção muito concorrida e estar no Top 100 já nos enche de orgulho. Além do mais, reconhece o nosso trabalho, dando referência de que a renda de bilro fabricada pela associação é bonita e de qualidade”, afirma.

Na opinião da gerente da Cerâmica Artesanal Serra da Capivara Ltda, de São Raimundo Nonato, Girleide Oliveira, o Prêmio Top 100 colabora na divulgação dos produtos e também na comercialização.

“É uma referência de reconhecimento pelo trabalho que fazemos e também contribui para a comercialização das nossas peças. A nossa cerâmica está nas melhores casas do país que vendem peças decorativas e utilitárias”, ressalta Girleide. A cerâmica com inspiração rupestre da Serra da Capivara é comercializada para São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Minas Gerais e Pernambuco.

Fonte: Susana Prado / Sebrae

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